Arquivo para Tag: tendências do mercado imobiliário

Apartamento grande voltou a ser desejo? Entenda por que espaço ganhou importância.

Durante alguns anos, os apartamentos compactos ganharam protagonismo no mercado imobiliário. Plantas menores, ambientes integrados e praticidade fizeram sentido para diferentes perfis de moradores e investidores.

Mas uma necessidade voltou a ganhar força na decisão de quem procura um imóvel: ter mais espaço.

Isso não significa que os apartamentos compactos deixaram de ser desejados. Na verdade, o mercado tornou-se mais diverso. Enquanto unidades menores continuam atendendo muito bem determinados estilos de vida e estratégias de investimento, imóveis com ambientes mais amplos voltaram a despertar a atenção de famílias e compradores que procuram conforto para permanecer mais tempo no imóvel.

E os números ajudam a explicar esse movimento.

Mais espaço já aparece entre as motivações para comprar um imóvel

Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com levantamento elaborado pela BRAIN Inteligência Estratégica, mostram que 52% dos entrevistados no segundo trimestre de 2026 declararam intenção de comprar um imóvel nos próximos 24 meses.

Entre as motivações apontadas pelos interessados, 14% citaram a busca por mais espaço. Além disso, a BRAIN agrupou 20% das motivações na categoria de “upgrade”, que contempla fatores como mais espaço, mais benefícios ou a procura por um imóvel mais novo.

O interesse por espaço também não surgiu agora. Em levantamento referente ao quarto trimestre de 2024, a troca por uma residência maior já aparecia como a segunda principal motivação para a intenção de compra, mencionada por 17% dos respondentes.

Portanto, não se trata simplesmente de dizer que “todo mundo voltou a querer apartamento grande”. O cenário é mais interessante: a metragem voltou a ocupar uma posição relevante na avaliação de valor de parte dos consumidores.

O que mudou na relação das pessoas com a casa?

Um imóvel não é escolhido apenas pelo número de quartos ou pela metragem anunciada. Ele precisa funcionar para a rotina de quem vai morar ali.

Famílias mudam, filhos crescem, novos hábitos surgem e as necessidades domésticas se transformam. Um cômodo adicional pode servir como escritório, quarto de hóspedes, espaço de estudos ou ambiente multifuncional.

Uma sala maior pode facilitar a convivência e receber melhor amigos e familiares. Uma varanda mais confortável pode transformar momentos simples do dia a dia. Mais espaço de armazenamento também pode significar uma casa mais organizada.

Por isso, quando o comprador procura uma residência maior, muitas vezes ele não está buscando metros quadrados apenas por status. Ele está procurando possibilidades.

Apartamento grande é sinônimo de qualidade de vida?

Não necessariamente.

Metragem, sozinha, não determina a qualidade de um imóvel. Uma planta bem distribuída pode ser mais funcional do que outra maior, mas com espaços pouco aproveitados.

É importante observar circulação, integração entre os ambientes, quantidade e dimensões dos quartos, iluminação, ventilação, posição dos móveis e compatibilidade da planta com a rotina dos moradores.

Em outras palavras, a pergunta mais importante talvez não seja:

“Quantos metros quadrados tem este apartamento?”

Mas sim:

“O que eu consigo fazer bem dentro desses metros quadrados?”

Essa mudança de perspectiva ajuda a fazer uma escolha mais racional e evita pagar por uma metragem que não entrega funcionalidade.

Mais espaço também precisa caber no planejamento financeiro

Um apartamento maior pode proporcionar mais conforto, mas a decisão precisa considerar o custo total da moradia.

Além do preço de compra ou do aluguel, entram nessa conta fatores como condomínio, IPTU, manutenção e, no caso da aquisição, condições de financiamento.

Esse cuidado é especialmente importante porque desejo e compra efetiva não são a mesma coisa. No primeiro trimestre de 2026, por exemplo, a BRAIN apontou intenção elevada de aquisição, mas destacou que fatores como condições de crédito, capacidade de pagamento e adequação entre produto e expectativa influenciam a transformação desse desejo em compra.

A melhor escolha, portanto, é aquela que combina conforto com sustentabilidade financeira.

E os apartamentos compactos? Perderam espaço?

Não.

Os dados nacionais mostram justamente por que é preciso evitar generalizações.

No segundo trimestre de 2026, imóveis de dois dormitórios representaram 65,2% das unidades residenciais novas vendidas no levantamento da CBIC. Unidades de um dormitório responderam por 23,1%; três dormitórios, por 10%; e quatro dormitórios, por 1,8%.

Isso demonstra que buscar mais espaço é uma tendência relevante, mas não significa que apartamentos muito grandes passaram a dominar o mercado.

Cada imóvel responde a uma necessidade diferente.

Para quem mora sozinho, deseja praticidade ou procura determinadas oportunidades de investimento, um compacto pode continuar sendo uma excelente alternativa. Para uma família em crescimento ou para quem deseja permanecer muitos anos no mesmo endereço, uma planta maior pode fazer mais sentido.

O imóvel ideal é aquele que acompanha o seu momento de vida

Essa talvez seja a principal conclusão.

A própria BRAIN aponta que boa parte das motivações de compra está associada a transições de vida. No segundo trimestre de 2026, 64% das motivações estavam relacionadas a situações como sair do aluguel, deixar a casa dos pais, mudar de localidade, casar ou se separar.

Isso mostra que procurar um imóvel não deveria começar apenas pelo preço ou pela metragem.

Antes, vale perguntar:

Como quero viver nos próximos anos?

Se a família pode crescer, se o trabalho exige um ambiente reservado, se receber pessoas é importante ou se simplesmente chegou o momento de ter mais conforto, a necessidade de espaço deve fazer parte dos critérios de busca.

Por outro lado, se a prioridade é localização, praticidade e menor custo de manutenção, uma unidade mais compacta pode ser a escolha mais coerente.

Escolher bem exige olhar além da metragem

Comprar ou alugar um imóvel envolve uma combinação de localização, orçamento, planta, documentação, características do condomínio e necessidades pessoais.

É exatamente nesse ponto que uma consultoria imobiliária personalizada faz diferença.

Na Nova Aliança Imobiliária, nosso objetivo é entender o que você realmente procura para apresentar alternativas compatíveis com seu momento de vida — seja um apartamento espaçoso para a família, um imóvel mais prático ou uma oportunidade de investimento.

Porque encontrar um imóvel não deveria significar apenas encontrar uma quantidade de metros quadrados.

Deveria significar encontrar um lugar que faça sentido para você.

Nova Aliança Imobiliária — A realização do seu sonho começa aqui!

Fontes consultadas: Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026; BRAIN Inteligência Estratégica, pesquisas de intenção de compra de imóveis.